domingo, 27 de maio de 2012

Os jogadores não são mercadoria...

Agostinho Cá
Muito se tem especulado acerca do aproveitamento dos jovens formados na Academia, pelo Sporting. Nos últimos dias fala-se das saídas de Agostinho Cá e Edgar Ié para o Inter de Milão, e logo apareceram os "iluminados" a criticar sem sequer saber os contornos do negócio, nem sequer haver ainda confirmação oficial.

Todas as épocas há um nº considerável de atletas da Academia (cerca de 10 jogadores, umas vezes mais, outras menos), que atingem a idade sénior e obviamente querem encontrar clube e jogar. É de todo incomportável para os cofres leoninos manter toda esta gente "debaixo da sua asa", com contratos e cláusulas que obviamente têm os seus custos. Têm havido inúmeras situações de jogadores que passam eternamente emprestados (com o Sporting a suportar os seus salários, em parte, ou na totalidade), jogadores esses que prometiam muito, mas nunca atingiram um nível suficientemente bom para jogar num grande, aumentando consideravelmente os custos e depois terminam o seu contrato e não chegam a dar qualquer retorno ao clube.

Arias será melhor que Cedric?
Ninguém pode prever o futuro, e depois os jogadores não são mercadorias, são pessoas com vontade própria, e se pretenderem sair para o estrangeiro com garantias de um salário muito melhor, e incomportável para o Sporting, sendo que o clube não pode estar a pagar salários elevados a jogadores que depois irão para a equipa B ou emprestados, o Sporting nada pode fazer. Além disso estamos a falar de jovens que também têm os seus sonhos de uma carreira no estrangeiro, sabendo que em Portugal muito dificilmente terão espaço nos planteis dos principais clubes, porque estes preferem ir buscar jovens sul americanos, de qualidade duvidosa, muitas vezes para satisfazer os interesses de alguns empresários, como que "pagando" favores ou mesmo cedendo a pressões (há também as altas comissões), pois como todos nós sabemos, o mundo que rodeia o futebol é tudo menos "um país das maravilhas".

Patrício sofreu em Alvalade
Depois algumas das pessoas que vejo criticar, não têm legitimidade para o fazer, porque quando o clube faz apostas fortes nos jogadores da formação, colocando-os a jogar na equipa principal, logo vêm dizer que não têm experiência, ou não têm qualidade, assobiam-os quando as coisas lhes correm menos bem, como Patrício por exemplo, que hoje só está no Sporting devido à teimosia de Paulo Bento, porque por vontade de muitos teria saído logo nos primeiros anos.

Silvestre Varela
Há ainda aqueles que só atingem a sua verdadeira maturidade e categoria, muito mais tarde, e que depois aparecem em grande em outros clubes, sem que o Sporting nada possa fazer para o evitar, pois as circunstâncias assim o ditaram. Caso de Varela, por exemplo, que se manteve emprestado várias épocas, acabando por rescindir contrato, por nunca ter tido espaço para jogar regularmente no Sporting, até porque, como o próprio admitiu, o seu profissionalismo não era o melhor nos seus primeiros anos de sénior.

Os jogadores que demonstram desde cedo capacidades óbvias de se virem tornar jogadores de topo, das duas uma, ou o Sporting os coloca no seu plantel principal rapidamente, e aposta neles, ou os próprios, muitas vezes aconselhados pelos seus empresários, acabam por rescindir, ou não querer prolongar o seu contrato, para ficarem livres de escolher os seus destinos, aparecendo depois clubes com outras capacidades económicas, com os quais o Sporting não pode ombrear. O problema muitas vezes é como encaixar esses jogadores no plantel. Talvez a equipa B venha resolver alguns dos problemas.

"Preso por ter cão e preso por não ter"

Se o Sporting aposta forte nos jovens da Academia, corre o risco de ser crucificado pelos adeptos por ter um plantel inexperiente e com pouca qualidade, comparando com os principais rivais, se não aposta, acaba por os ter que deixar sair, pois não há espaço para eles, e não se consegue manter todos, sendo que alguns são "caixinhas de surpresas" que nunca se sabe o que aquilo vai dar.

Mas o que me irrita mais é ter que levar constantemente com afirmações de pessoas que criticam por criticar, "se chove é porque chove, se faz sol é porque faz sol", e nem sequer param para pensar um bocadinho, achando que as pessoas que têm que decidir são todas burras e eles é que são os inteligentes.

FALAR É FÁCIL, DECIDIR É BEM MAIS COMPLICADO!


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