Vitória na apresentação da equipa!


Foi um final de tarde alegre e em festa, com cerca de 30.000 em Alvalade, e um jogo interessante com o Sporting a colocar em campo todos os seus jogadores disponíveis (foram 12 substituições).

Ao contrário do se quer fazer passar por aí, não se tratava de um adversário assim tão fácil (ficou em 7º no campeonato francês, à frente de clubes como o Marselha, por exemplo...). Também não estava à altura do Valência da temporada passada, mas eram de evitar alguns comentários que ouvi de alguns comentadores de rádio e televisão durante a partida. Enfim, mais do mesmo, pois não conseguem esconder o seu facciosismo.

A equipa francesa iniciou o jogo de forma atrevida, e o Sporting teve nos minutos iniciais, alguma dificuldade em sair da pressão exercida pela linha avançada do adversário, até pela falta de rotinas entre a linha defensiva, completamente nova dos leões. Mas passados os primeiros 15 minutos, o Sporting soltou-se e começou a criar várias ocasiões de perigo, principalmente através de Capel e Carrillo, e das incursões no ataque de Elias, utilizando a sua capacidade de explosão e velocidade que todos lhe reconhecemos, será que vamos ter o verdadeiro Elias esta temporada?
O primeiro golo surgiu naturalmente, com Capel a cruzar na direita e Carrillo a aparecer ao 2º poste, como uma flecha, finalizando de cabeça. Aliás, foi de cabeça que, curiosamente, Carrillo apontou a maioria dos seus golos, desde que chegou ao Sporting, o que denota alguma competência neste particular.

Um pouco antes, André Martins já tinha falhado um golo certo, num lance em Wolfswinkel lhe oferece de bandeja, já sem o guarda-redes entre os postes.

Gostei bastante da forma simples e descomplexada, com que a dupla de centrais (Boulahrouz e Rojo) esteve em campo, resolvendo os problemas de forma eficaz e sem complicar. Boulahrouz mostrou segurança e tranquilidade, e Rojo mostrou atributos que poderão fazer dele um caso sério neste Sporting, como velocidade de execução, qualidade no passe, raça e agressividade quanto baste na hora de desarmar.
Onyewu, Xandão e Carriço, vão ter dias muito difíceis em Alvalade, pois terão que mostrar serviço para conseguirem alcançar a titularidade. Carriço é claramente o "elo mais fraco", e uma das "duas torres", Xandão ou Onyewu, deverão sair por empréstimo, ou de forma definitiva, até porque ainda há Nuno Reis, que quanto a mim, é melhor que qualquer um dos três.

Insúa também terá que se por a pau, pois a luta pelo lugar de lateral esquerdo promete ser intensa, com Pranjic a mostrar excelentes atributos para o lugar, apesar de não ser a sua posição de raiz. Na direita, penso ninguém ter dúvidas que Cédric é o sucessor de João Pereira, e assim o espero, até porque Pereirinha, para além de não ser um defesa lateral, continua a mostrar grandes deficiências quando joga nessa posição. Prefiro muito mais vê-lo como médio ala, numa perspectiva de jogador que entra para substituir um dos extremos, mediante o decorrer dos jogos, e a gestão dos mesmos.

2ª Parte mais desinteressante...

Carrillo bisou
As muitas substituições operadas por Sá Pinto no 2º tempo, embora compreensíveis dado o momento, estragaram um pouco o jogo, mas deram para tirar algumas conclusões. Dos 12 que entraram na segunda parte, apenas 2 ou 3 poderão entrar nas contas para um hipotético onze base, que julgo terem actuado na sua maioria na primeira parte. Apenas Insúa, Rinaudo, Gelson e talvez Adrien, poderão baralhar um pouco as escolhas do treinador leonino. Carriço e Onyewu apenas actuaram 20 e poucos minutos cada, o que pode querer dizer alguma coisa, Jeffren continua a perder terreno para Carrillo, Wolfswinkel continua sem concorrente à altura, Wilson Eduardo e Rúbio terão dificuldades até para entrar nos 18 escolhidos para cada partida, até porque vem aí outro avançado...

Wolswinkel converte penalty
Enfim, ainda muita tinta vai rolar até ao início das competições oficiais. O que fica para a história, foi mais uma vitória por 3-1, com Carrillo a bisar na segunda parte, num lance em que Adrien isola Ricky com este a passar o guardião francês com um toque para o lado, onde aparece Carrillo em velocidade a finalizar, dando a sensação que o holandês perdera o controle do lance. Mais tarde Rinaudo faz um passe de 35 metros para Capel na esquerda,  e este acaba por ganhar uma grande penalidade, que Wolfswinkel converteu com a frieza habitual. De penalty ou não, o que é certo é que "Iceman" continua a facturar, no passado estes lances eram uma espécie de "calcanhar de Aquiles" no Sporting.

Não fora os 2 golos de Carrillo e Capel seria para mim o Homem do Jogo. A resposta de Carrillo quando questionado acerca da luta pelo título foi brilhante (ver aqui!). Penso estar tudo dito.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Algo de inimaginável há 3 anos atrás

MERCENÁRIOS, é a palavra acertada