domingo, 3 de março de 2013

Leão segura Dragão em campo inclinado!

0-0 foi o resultado de um jogo ente um "forte" Dragão e um "sábio" Leão

Nota 10 para Jesualdo Ferreira e os "seus miúdos", não só pela forma sagaz como montou a equipa leonina para parar o FCP, clube onde foi rei há bem pouco tempo, mas também pela coragem no momento em colocou Carrillo em campo e retirou Adrien, dando claro sinal de querer arriscar para vencer o jogo. O problema é que mais uma vez houve "dedo" de terceiros e o Sporting ficou reduzido a 10 elementos e logicamente ainda mais fragilizado.

Mas até aqui Jesualdo foi audaz e lançou mais um jovem às feras, Atud Fabrice Fokobo, e o jovem camaronês não se intimidou e foi crucial na manutenção do empate, efectuando cortes importantes e decisivos, quando o Porto meteu toda a carne no assador. Poderia ter recuado Dier, e colocado mais um médio, mas arriscou no miúdo e deu-se bem.

O meu Sporting está como está, mas eu continuo a ver os jogos deste ENORME clube com o mesmo entusiasmo, principalmente por ver que finalmente e por força das circunstâncias, se começa a dar espaço a este jovens de enorme talento e que me enchem de orgulho e a todos os sportinguistas.

TIAGO ILORI foi Gigante

Calhou-lhe na rifa ter que marcar, embora que a meias com Rojo, o melhor avançado a actuar na Liga portuguesa (mas também o mais caro e pago a peso de ouro), e esteve quase sempre impecável, principalmente na 2ª parte, onde não deu qualquer chance ao colombiano de fazer o gosto ao pé, ficando-me na retina um corte providencial que evitou o golo inaugural. Está na forja um grande, grande central, e agora há que ter paciência, pois ele vai continuar a falhar e a cometer os seus erros, como é normal e natural. Não podemos por este jovens no topo e quando falham dizermos logo que não servem para o clube. Os adeptos leoninos têm grande responsabilidade em alguns dos "apagamentos" verificados ao longo dos tempos sobre alguns dos nossos "produtos" da Academia. Por vontade de muitos, não fora a teimosia de Paulo Bento, e Rui Patrício hoje estaria em outras paragens, quiçá onde tantos outros têm ido parar, nomeadamente os que ontem subiram ao relvado para nos defrontar.

Para já, e como se confirmou neste Clássico, o Sporting fica claramente a ganhar com a troca de Miguel Lopes pelo russo, que ontem foi quase uma nulidade em Alvalade, dando claros sinais que nunca atingirá no Porto o nível do que já o vimos fazer em Alvalade, ao contrário do que a imprensa quer fazer passar para a opinião pública. Miguel levou quase sempre a melhor sobre Varela e tem denotado uma regularidade exibicional que pode garantir-lhe a permanência nas escolhas da selecção e futuramente garantir um bom encaixe financeiro ao Sporting.

ERIC DIER joga em todo o lado

Um autêntico PANZER este internacional sub20 inglês, aparecendo em toda a parte do terreno de jogo, cobrindo uma área enorme do campo, e mostrando muito coração e pulmão. Já lhe conhecíamos as capacidades como lateral e central, agora vimos que também pode fazer bem o lugar de trinco. Ao lado do capitão Rinaudo formou uma barreira que raramente se deixou ultrapassar pelos do Norte. Preferia ter visto Zezinho naquela posição, mas Jesualdo saberá o porquê de ter optado por esta solução. Talvez o forte jogo aéreo dos portistas nas bolas paradas...

Quanto aos mais "experientes", Rinaudo esteve igual a si próprio, Wolfswinkel embora lutador não esteve bem nas duas ocasiões claras de que dispôs, embora também não seja razão para ter que levar com algumas das críticas injustas de que tem sido alvo, pois para além de ser o melhor marcador leonino, tem sido decisivo em outras alturas. Tem grande potencial, mas precisa de alguém ao seu lado. Foi talvez o melhor jogo que vi fazer a Adrien esta temporada, embora quanto a mim, nunca poderá ser um médio ofensivo, e sim mais um "8". Continua a faltar um "10 mágico" ao Sporting. Desde Balakov que aguardo por um e só João Pinto se aproximou daquilo que deve ser um 10, no ano de Super-Mário.

Capel, Labyad, Carrillo e Bruma, causaram alguns embaraços na frente de ataque, mas o jogo era de contensão e não beneficiou o seu jogo, para além das sucessivas faltas a parar as transições leoninas e que não foram devidamente punidas com cartões. Cartões esses que saíram muito rapidamente do bolso de P. Batista, na hora de mandar Rojo para o balneário mais cedo, numa falta duvidosa e a meias com Rinaudo. Porquê o amarelo para Rojo e não para Rinaudo? Mais do mesmo...

A terminar, as expulsões dos dois treinadores do banco leonino, numa atitude autoritária, e já habitual o que aos dirigentes e treinadores do Sporting diz respeito. Deixo-vos em baixo um exemplo que como as coisas se processam de maneira diferente com os outros... os do costume... 


Enfim!

1 comentário:

Anónimo disse...

Bom post! Excelente análise... Estou de acordo com as análises individuais, mas apenas destacaria um pouco mais a exibição de Rinaudo!!! Impecável!

SL

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