terça-feira, 7 de maio de 2013

Análise: P. Ferreira 1-0 SPORTING | Resultado injusto!

Desta vez, embora ainda tenha dúvidas naquele lance na área com Wolfswinkel, não me parece que o Sporting tenha perdido o jogo com grande influência arbitral, e sim mais uma vez porque não teve a sorte do jogo e porque não foi eficaz nos momentos em que esteve por cima no jogo, aliás como foi recorrente ao longo de muitos jogos esta temporada.

Já vi por aí fortes críticas ao novo presidente leonino, como se o mesmo tivesse alguma responsabilidade na paupérrima situação que encontrou o clube, estando mesmo em risco de lutar para não descer. O objectivo europeu era (e ainda é) um objectivo alcançável, mas que já se avizinhava muito difícil dado o calendário "apertado" nesta recta final. Aceito a critica de bom grado, desde que com fundamente e de forma construtiva, agora aqueles que criticam porque gostam de estar sempre do contra, que "vão tomar chá"...

Quanto ao jogo propriamente dito, Jesualdo apostou (e bem) no regresso à titularidade de Schaars, que esteve em bom plano, embora se tenha notado alguma falta de ritmo ainda e a troca por Adrien a meio da 2ª parte, não surpreendeu. Parece-me que Eric Dier, embora adaptado, fez muita falta naquele meio-campo, pois é um jogador que ganha muitas primeiras e segundas bolas, apesar de não ter grande capacidade de ligação e qualidade de passe nas transições, mas este tipo de jogos é necessária alguma "agressividade" e poder de choque, que foi um dos pontos em que o Sporting esteve inferior ao adversário.

Tirando o último quarto de hora da 1ª parte, em que o Paços se empolgou um pouco e teve maior posse e controlo do jogo, o Sporting esteve sempre por cima, e os 15 cantos conquistados acho que dizem muito da superioridade territorial dos leões. Agora quem conquista 15 cantos, dispõe de 3 ou 4 livres perto da área e não concretiza nenhum desses lances em golo, arrisca-se a perder, e acabou por perder num lance desses, em que o adversário aproveitou, no único lance que dispôs para fazer golo em toda a 2ª parte.

Na defesa tenho que destacar Miguel Lopes, que esteve sempre muito atento e obrigando os colegas também a estar concentrados, pois foram muitas vezes as que observei o mesmo a chamar a atenção dos colegas para as marcações e a incentivá-los para serem mais incisivos nas suas acções, e ainda arranjou tempo para criar perigo na área contrária. Já Tiago Ilori continua a demonstrar grande categoria e a ganhar confiança de jogo para jogo, e o Sporting tem ali um central para vários anos, caso o consiga segurar. Para mim, a questão na próxima temporada, é quem jogará ao lado do jovem Ilori, pois acho que Rojo irá sair devido ao elevado salário que aufere.

As dimensões reduzidas deste campo não favorecem minimamente o jogo pelas alas, e muito menos jogadores como Capel e Bruma, mas ambos estiveram bem, conquistaram muitas faltas (não foram devidamente aproveitadas), com Bruma quanto a mim a estar melhor que o espanhol.

O jogo demasiado físico do Paços na zona intermediária, não favoreceu André Martins e Wolfswinkel lutou,  correu muito, mas não conseguiu vencer a oposição dos centrais do Paços, que estiveram imbatíveis, quer no jogo aéreo, quer nas divididas junto à sua baliza.

Temos que aceitar esta derrota, com um sabor amargo, mas há que não baixar os braços e acreditar até ao último minuto, pois o futebol é cheio de surpresas e ainda hoje os "galináceos" tiveram um grande "murro no estômago" protagonizado pelo estonteante e surpreendente Estoril.

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