sexta-feira, 31 de maio de 2013

Mercenários com salários em atraso... e a injustiça social!

Quase passei fome...
Eu até posso compreender que jogadores profissionais do Guimarães, Setúbal, Beira-mar e outros clubes da mesma dimensão, que auferem salários "miseráveis" quando comparados com os dos clubes grandes, se mostrem preocupados e o seu rendimento baixe em função disso. Agora, jogadores que ganham salários de "Rei", vivendo como príncipes em autênticos "palácios" e se movimentam em carros de fazer inveja ao Presidente da República, fazem depois exibições miseráveis, com uma atitude arrogante perante os adversários, apenas porque têm 2 ou 3 meses de salários em atraso e "coitadinhos" têm muita dificuldade em fazer a sua vida normal, podendo mesmo passar fome...

Já depois de outros jogadores terem dado a entender o mesmo, Wolfswinkel veio ontem confirmar em declarações aos média, que o Sporting nunca teve sossego e que havia salários em atraso. O facto de o ter feito por si só, cheirou-me um pouco a uma maneira de desculpar a péssima temporada realizada pelo Sporting e por ele próprio em alguns jogos do campeonato.

Insúa caiu a pique...
Pode não explicar tudo, mas podemos perfeitamente perceber o porquê daquelas exibições paupérrimas, sem garra, sem chama, sem atitude, e principalmente em jogadores de qualidade e com provas dadas, como Elias e Insúa, que não mostraram durante esta temporada estar ao nível da anterior. Saíram em Janeiro, sem deixar saudades...

As excepções foram poucas, e apenas Rinaudo e Capel (no que diz respeito aos estrangeiros), e até Wolfswinkel, mantiveram os seus níveis exibicionais ao longo de todas as partidas, e não foi à toa que com a  entrada de alguns jovens da Academia, o Sporting passasse a jogar mais, pois bastava apenas ter atitude competitiva e correr um pouco mais.
Será o belga assim tão mau?

Por muitas asneiras que tenham sido cometidas, o plantel leonino no início da época 2012/2013, era mais do que suficiente para garantir o 3º lugar tranquilamente. Godinho Lopes de seus pares, inflacionaram a massa salarial do Sporting, comprando jogadores de forma desmedida, sem fazer contas ao valor que teriam que desembolsar mensalmente, ou então estando a contar com um qualquer "ovo no rabo da galinha"...

Eu sou adepto de uma concertação a nível mundial, de todos os países, com intervenção dos governos, para se colocarem limites nos valores que os jogadores de futebol possam auferir. Um tecto salarial, com os jogadores posteriormente a receberem prémios chorudos ou não, mediante o seu desempenho anual.

É ridículo ver por esses campos fora, jogadores com salários na casa dos 2/3 mil euros mensais (quando os recebem), a renderem e a correrem muito mais que muitos dos jogadores, multimilionários dos clubes maiores. É ridícula a disparidade salarial que existe mesmo dentro de cada um dos planteis dos clubes grandes, onde jogadores que dão tudo o que têm em campo, ganham 10x menos que outros que apenas jogam com empenho, nos jogos de maior visibilidade, e isto é demasiado evidente para quem vê estas coisas de fora, e muito mais será para quem lá está dentro. São este tipo de coisas que destroem equipas e grupos de trabalho que deveriam estar unidos e concentrados num objectivo, mas que por vezes só o estão enquanto o clube vai ganhando, e nas primeiras derrotas está o "caldo entornado".

Eles compram jogadores ao Kilo...
Ou as coisas mudam, ou um dia as coisas vão-se extremar e os maiores clubes europeus e mundiais passam a jogar unicamente entre eles, pois os mais pequenos e mais "pobres", vão acabar por desaparecer, ou a jogar em campeonatos regionais. Tal como na sociedade, no futebol começa a haver uma disparidade entre ricos e pobres, deixando de existir a classe média. Isto tornará os campeonatos demasiado previsíveis e criará um número restrito de jogadores e clubes multimilionários, coexistindo com outros que mal conseguem sobreviver, aliás como é já bem visível em muitas ligas por esse mundo fora, incluindo Portugal.

Apenas isto, não chega...
O futebol é um espectáculo que movimenta muitos milhões, mas é necessário que as receitas geradas sejam melhor distribuídas, sob pena de destruírem por completo o desporto rei, onde manda a lei do mais forte, e onde os títulos são muitas vezes "comprados" no super-mercado. Os meios tecnológicos não são introduzidos no futebol, porque interessa ás grandes potencias manter este controlo sobre quem muitas vezes decide as coisas dentro do relvado, e as suas arbitrariedades dúbias.

É preciso acabar com esta pouca vergonha, e nós adeptos também temos culpa, pois preferimos alimentar este estado de coisas, pagando valores obscenos para ver um simples jogo de futebol, enquanto outras pessoas lutam para ter um prato de comida em cima da mesa...

O que é melhor? Taxar os miseráveis salários e pensões dos reformados, deixando-os no limiar da pobreza e alguns da sobrevivência, ou taxar de uma forma inequívoca os salários acima de determinados valores obscenos?

E fico-me por aqui...

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